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[Dia 4 - desafio 30 dias de escrita] Rituais para começar um novo diário

Durante a minha pesquisa de mestrado, não me lembro que recomendou ou se achei sozinha o livro O pacto autobiográfico: De Rousseau à internet escrito por Philipe Lejeune. O autor dedica uma parte do livro para falar sobre diários. Lejeune dedicou grande parte da sua vida a estudar diários, além de manter um diário, primeiro em um caderno e depois no computador.

Foto de Negative Space no Pexels

Uma das coisas que Lejeune fala sobre o diário é o ritual de início de um novo caderno. Até então, nunca havia pensado nisso, mas desde que li sobre isso, comecei a pensar em manter um ritual também, mas qual?

No primeiro parágrafo do ano de 1924, Virginia Woolf escreve: "É quase certo que este ano será o mais repleto de acontecimentos de toda a nossa vida (registrada) carreira. [...] Eu gostaria, muitíssimo,  de ir até a última página deste volume virgem & lá encontrar meus sonhos tornados realidade. Cabe a mim dar-lhes substância entre hoje e este dia.  (p. 24)

Eu ainda não tenho um ritual próprio. Além de algumas imagens coladas, procuro escrever uma frase ou parágrafo sobre escrita, ou sobre diários especificamente. Lejeune fala também sobre o fim do diário. Não entrarei nesse assunto hoje, mas quero compartilhar com você a mania que tenho de sempre terminar um caderno do diário. À medida que vou chegando no final das páginas, sinto aquela agonia de terminar e começar um novo caderno.

Pretendia escrever mais sobre o assunto, mas a real é que estou escrevendo este texto às 22:13, lutando contra o efeito do antidepressivo. Mas eu precisava vir aqui cumprir meu desafio. No entanto, vou separar esta primeira parte do post e amanhã, continuo a partir daqui.


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