Uma das coisas que aprendi na terapia é que tenho que aceitar, compreender a minha condição de saúde. Tendo depressão (em tratamento), nunca sei como será o dia. Às vezes, não quero nem acordar, sair do escuro do meu quarto. Em outros, pulo da cama cheia de energia. Também acontece de oscilar de humor e energia durante o dia. No geral, é sempre um dia ruim. Mas, como meu terapeuta disse, às vezes, uma janela se abre e permite que eu faça algo.
Nestes casos, tenho que aproveitar ao máximo esse tempo, porque não sei quando estarei funcional novamente. Além de tudo isso, ou antes de tudo isso, preciso aceitar que não tenho culpa por não fazer o que eu "deveria estar fazendo". Essa é a parte mais difícil (e ainda não consegui aceitar) e que torna a experiência de estar na minha pele algo infernal. Mas continuo tentando. Para quê? Por quê? Para quem? São perguntas que não saem da minha cabeça.
Na verdade, eu tenho um por quem e um porquê. E, novamente, como disse meu terapeuta, ele tem sido o meu farol.
Na verdade, eu tenho um por quem e um porquê. E, novamente, como disse meu terapeuta, ele tem sido o meu farol.

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