Há semanas tenho planejado publicar um post sobre Bullet Journal. O texto já está bem avançado, mas preciso terminá-lo, selecionar imagens para poder postá-lo. A ideia era publicar esse texto hoje, mas não tenho condições. A sinusite está tentando me derrubar desde que voltei do Rio de Janeiro. Hoje é um daqueles dias em que ela vence a batalha, mas seguirei lutando.
![]() |
| Fonte: Foto de Vlada Karpovich no Pexels |
Poderia até ter postado o texto sobre o qual estou falando, mas qualquer pessoa perceberia que o texto era fraco. É um daqueles textos mais formais, diferente dos que tenho escrito aqui na última semana. Exige pesquisa, planejamento, edição. Mas o importante é me manter escrevendo.
Lembro de já ter mencionado que tenho um banco com ideias para posts, mas verdade é que mesmo que comece um texto a partir de uma daquelas ideias, o texto final é completamente diferente do que eu pretendia que ele fosse.
Já aceitei que os meus textos tem vida própria. Eles nascem de um jeito e vão mudando até que se transformam em outro texto, sobre outro tema. Não acho isso ruim.
Venho refletindo sobre uma frase que fica se repetindo na minha cabeça (talvez eu tenha lido em algum texto na internet, mas quando vi a frase foi como se tudo tivesse se iluminado. Deu aquele click): eu penso enquanto escrevo, escrevo para pensar e acho que é por isso que meus textos nunca terminam com o mesmo tema que começaram. Às vezes, apenas vou jogando as palavras.
Ontem estava lendo um artigo sobre Os diários de Emilio Renzi do Ricardo Piglia (um dos meus diários favoritos) e um trecho do artigo também causou aquele estalo. O autor do texto fala cita um trecho do diário em que Piglia comenta sobre suas leituras das cartas de Pavese (autor cujo diário quer muito ler). O trecho diz: “O que procuro? [...] descobrir por que ele escreve, descobrir por que se escreve. (Pinto, 2025, p. 582)” É isso que me atrai, eu acho, nas escritas de si.
Vou encerrar por aqui porque hoje o corpo só quer cama.
Até amanhã!
PINTO, Júlio Pimentel. Notas sobre a historicidade de Os diários de Emilio Renzi. Remate de Males, Campinas, SP, v. 39, n. 2, p. 573–585, 2025. DOI: 10.20396/remate.v39i2.8655625. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8655625. Acesso em: 9 fev. 2026.

Nenhum comentário:
Postar um comentário