Pensando sobre algo para escrever, lembrei do encontro de journaling que estou propondo para quem e de Salvador, e me ocorreu falar sobre pertencimento, sobre fazer parte de um grupo, uma tribo.
Na escola, todos queremos e/ou fazemos parte de uma tribo. Sempre fui melancolica, estava sempre com Walkman, depois com disc man. Influenciei amigas a gostarem de Bon Jovi, mas eu era a mais louca de todas. A epoca do ensino medio foi a epoca do Charlie Brown Jr, mas ai eu e que fui influenciada. Depois que a banda virou “global” (por causa da musica que foi abertura de Malhação), me afastei.
No final da adolescencia e inicio da fase adulta, entrei na tribo do forró. Dançava forró todo fim de semana. Não perdia um show de Calcinha Preta e da Colher de Pau (banda local). Mas, o rock continuava em paralelo. Bon Jovi, sempre, além de U2, Guns'n Roses, Red Hot Chili Pepers, etc. Também comecei a gostar de reggae: Bob Marley, Edson Gomes, Diamba (estes dois mais conhecidos localmente). Para todos os outros estilos havia uma tribo, menos para o rock.
Já na vida adulta, fazendo faculdade, me reaproximei do hábito de ler. Aí foi que não encontrei uma tribo mesmo. Para todo mundo que eu conhecia, ler era apenas para fazer uma prova. E para ler, eu tentava sempre me afastar. Era (e ainda é) uma forma de me isolar (só entendi isso recentemente) e estar em um grupo.
Em 2015, quando criei minha conta no Instagram que enconttrei o meu grupo, a minha bolha, a dos leitores. Aos poucos, fui retomando sonhos antigos, como escrever, estudar por prazer, ler, mas sempre de forma solitária. Minhas amigas não curtem as mesmas coisas que eu.
Foi no Instagram, também, que conheci o conceito de clube do livro (o mais próximo disso que eu cheguei foi um grupo de pesquisa na faculdade). E, mais recentemente, clube e/ou grupo de journaling que nada mais é do que a reuniao de pessoas que gostam de escrever, colar coisas em cadernos (agendas, planners, diários, entre outros). Não sei de algo assim aqui em Salvador. Então, pensei em propor isso nas redes sociais. A ideia surgiu em 2025, mas não consegui levar adiante por conta de outras demandas. Agora, temos um pequeno grupo no telegram e um encontro agendado para o último sábado de março num café meuito lindo aqui de Salvador. Aliás, outro projeto que tenho (neste caso é pessoal, mas se alguém quiser me acompanhar é só mandar mensagem) é conhecer cafés em Salvador.
Tudo isso foi apenas cpara contar que se você é de Salvador, ama papelaria, prinicpalmente, cadernos, vamos nos reunir para nos conhecermos pessoalmente, escrever, fazer colagens, trocar experiências e beber um bom café. Deixo aqui o convite para entrar no nosso grupinho no Telegram. Tenho a pretensão, também, de fazer encontros online para que pessoas que não encontram um grupo na sua cidade, possam se reunir, ainda que virtualmente. Você topa?

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